As bolsas e eu

Abri todas as quatro bolsas que usei durante a semana e percebi que elas são o verdadeiro Big brother da vida. As câmeras passam rápido e têm um ou outro ângulo perdido, mas a bolsa conta tudo. Entre os recibos de Visa electron amassados eu descubro se bebi demais, se exagerei nos doces, descubro as lojas em que estive, se tô falida ou se continuo respirando bem.

Pelas moedas caídas no fundo lembro que minha carteira, mesmo novinha, rasgou na parte do zíper e nunca lembro de ir no shopping levar pra consertar. Enfiado no meio da agenda, quase rasgando uma das páginas de Abril está o cartão da Natalie, guria gente fina que reencontrei essa semana. Uma balinha de colágeno em formato de ursinho ( já sem cabeça ) me lembra que meu aniversário está perto, e que eu já tô descendo a serra, haja colágeno pra segurar na descida!

Achei um maço de cigarro, mas parei de fumar faz tempo então acho que bebi demais em algum dos eventos que fui. Um comprovante dos Correios me diz que lembrei direitinho de enviar o presente da sorteada do blog. Nunca consigo deixar o fio de headphone, que ganhei na Cavalera porque fiz check in  enquanto comprava uma sapatilha, de um jeito que não leve meia-hora pra desembolar. Isso deve dizer algo sobre mim, um leve retardo talvez.

O melhor de revirar minhas bolsas é a sensação de ficar rica. Juntando tudo que estava nos fundos, bolsinhos e até nos forros deu R$42,90 . Vou pedir uma pizza. Bom domingo pra vocês.

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4 comments on “As bolsas e eu
  1. Quando reviro minhas bolsas sempre acho moedas. Como não gosto de pagar nada em moeda, acabo juntando muitas…agora elas estão num vidro grande de nescafé, vai ser a primeira bicicletinha da Anna Júlia, ou minha paleta de sombras nova, ou mais 5 camisas de time pro Stephen, ou uma nova rodada de progressiva pra Karen? Só o tempo dirá rsrsrs

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