Eu, a dieta e a maldição do bambolê

Esse é um daqueles textos que escrevo quando preciso exorcizar. Nada de desabafo, exorcismo mesmo.

Cada um tem seus problemas, alguns enormes daqueles em que não sabemos como a pessoa aguenta, outros pequenos que não entendemos porque reclamam tanto daquilo. A verdade é que os nossos problemas são os únicos que temos a verdadeira dimensão deles,  e as vezes nem assim. Bom, o resumo da ópera é que quando olho pra minha vida inteira descubro que ou eu tô de dieta ou eu tô comendo feito uma desesperada. Ou estou emagrecendo ou engordando.

Tenho amigas que foram do mesmo tamanho a vida toda e eu não sei o que é isso. Queria poder vestir a mesma calça duas vezes por semana até ela gastar, ficar com cara de calça velha charmosa, mas isso nunca acontece. Ou ela está arrochada ou rebocada por um cinto apertado pra não cair.

Não tem um truque, um remédio ou um pajé que dê jeito nesse tormento. A vida de quem tem essa maldição, porque se isso não for uma maldição eu não sei o que pode ser, é como um bambolê, parou de fazer dieta, parou de rodar o bambolê, ele cai. Porque eu tô falando isso? Porque é ruim demais, é esforço demais numa só vida. Engordei três kilos e cá estou eu de dieta de novo antes que esses três virem trinta.

Vai uma alfacinha, aí?

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6 comments on “Eu, a dieta e a maldição do bambolê
  1. nunca me identifiquei tanto com um texto sobre a vida (ou sobre dieta ou sobre a vida toda em dieta pqp!!)!! é foda!! força na peruca l@ra querida!! <3

  2. Comecei uma dieta em 02/09 e de vez em quando eu surto, tenho vontade de comer a geladeira toda (incluindo a geladeira em si). Depois de ler o seu post, imaginei como é difícil passar por isso sempre. Nunca precisei me preocupar com o meu peso e tenho reclamado bastante disso esse ano. Li o seu post e acho que vou parar de reclamar. Também estou na base do alface, ainda não cheguei onde eu quero (aquela coisinha magrinha que você conheceu no momento não sou eu, mas quero ser de novo).
    Força, amiga. E pode exorcizar e compartilhar com a gente, sempre! Tinhamu.

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