Tratamento à base de células-tronco ajuda atleta a se recuperar lesões

minotauro

Um dos maiores lutadores do UFC, Rodrigo Minotauro, passa por tratamento à base de células-tronco para aliviar lesões e dores provocadas pelas lutas. Aos 38 anos, o lutador foi convidado para experimentar os benefícios que as células-tronco proporcionam e o resultado, segundo Minotauro, é bastante positivo. O tratamento ocorre nos Estados Unidos, mas a boa notícia é que atletas brasileiros e demais pacientes podem também experimentar o mesmo procedimento sem sair do país, desde que inclusos em projetos de estudos clínicos.

A técnica consiste na retirada de células mesenquimais da gordura e aplicação nas articulações. No caso de Minotauro, o material foi aplicado no joelho, quadril e cotovelo. O benefício do tratamento com células-tronco é o estímulo do crescimento da cartilagem.

“Estas células se mostraram mais versáteis, portanto mais capazes de serem transformadas em diversas outras células e tecidos como osso, músculo, gordura, pele e cartilagem. Também se revelam capazes de serem armazenadas, preservadas e, posteriormente, expandidas, o que aumenta a possibilidade de aplicações terapêuticas futuras”, revela o Diretor da StemCorp, Dr. Eder Zucconi.

Atualmente a StemCorp – banco privado de armazenamento de células-tronco – é a única empresa no Brasil que realiza a coleta, armazenamento, expansão e diferenciação de células-tronco do tecido adiposo. “Hoje, as pessoas não precisam sair do país para poderem coletar e isolar suas próprias células-tronco do tecido adiposo para uso futuro. A StemCorp faz exatamente o trabalho de armazenamento das células-tronco do tecido adiposo aqui no Brasil, o mesmo material que foi utilizado no caso do lutador Rodrigo Minotauro”, revela a diretora da StemCorp, Dra. Mariane Secco.

Eder e Mariane juntamente com Natássia Vieira são cientistas da Universidade de São Paulo (USP), orientados pela geneticista Mayana Zatz, e fazem parte do primeiro grupo a isolar as células-tronco da gordura no país. A grande descoberta foi que o tecido adiposo é uma excelente fonte para coleta, isolamento e armazenamento de células-tronco mesenquimais.

Além do serviço de armazenamento de células-tronco, a equipe da StemCorp também está envolvida em estudos clínicos para uso de células-tronco de gordura em casos de lesões ósseas e de cartilagem, úlceras venosas, entre outras doenças. No Brasil, grupos de pesquisa investigam o potencial dessas mesmas células no tratamento de diversas doenças degenerativas, tais como diabetes, infarto do miocárdio, artrite, distrofias musculares, dentre outras.

“É importante as pessoas tomarem conhecimento dos avanços em pesquisas e da possibilidade e facilidade da coleta e armazenamento das células-tronco mesenquimais da gordura. Cabe a nós, pesquisadores, tornar essas descobertas mais conhecidas e dividir com o maior número de pessoas o entusiasmo de ver a Ciência caminhando para o tratamento bem sucedido de problemas que assolam a humanidade há muito tempo”. aponta a Dra. Mayana Zatz.

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