Quais são os métodos contraceptivos hormonais?

 

Os anticoncepcionais hormonais são os mais utilizados pelas mulheres no Brasil e no mundo. As informações desse post são da médica ginecologista e obstetra, Dra. Sylvia Maria Oliveira da Cunha Cavalcanti, que apoia o movimento nacional “A vida é feita de escolhas”, que tem como objetivo levar informações de qualidade sobre educação sexual, prevenção de gravidez e planejamento familiar a mulheres e homens em todo o Brasil, principalmente adolescentes.

 

Lembrando que qualquer método contraceptivo deve ser prescrito por um ginecologista, que vai fazer também um acompanhamento da adaptação da mulher ao medicamento escolhido.

Quais são eles?

Pílula de uso oral: um dos métodos mais populares, a pílula é composta por hormônios que inibem a ovulação. Ela deve ser tomada por via oral diariamente. Há vários tipos de pílulas, que variam conforme os hormônios utilizados. Existem aquelas que a mulher pode tomar de forma contínua, sem menstruar. Algumas versões pedem uma pausa entre uma cartela e outra. As pílulas mais modernas têm baixa dosagem de hormônios, raros efeitos colaterais, reduzem os sintomas da TPM, regulam o ciclo e o fluxo e ainda ajudam a combater as espinhas. Atinge até 99,7% de eficiência na prevenção da gravidez.

 

Anticoncepcional injetável: composto por hormônios que são gradativamente liberados no organismo e impedem a ovulação. Deve ser aplicado uma vez por mês ou trimestralmente, dependendo do tipo da sua formulação. Eles têm a vantagem da praticidade e atingem até 99,9% de eficácia contra a gravidez.

 

Anticoncepcional em forma de adesivo: aplicado na pele no primeiro dia da menstruação, ele libera hormônios que inibem a ovulação. Deve se trocar o adesivo a cada semana, por 3 semanas consecutivas e fazer uma pausa na quarta semana. Sua eficácia é de até 99,7%, que pode ser reduzida em mulheres acima do peso.

 

Implante contraceptivo: um bastão que mede 4 cm x 2 mm. Ele é introduzido sob a pele e libera hormônios gradativamente, impedindo a ovulação. Sua eficiência é de 99,9% e ele só precisa ser trocado a cada três anos. Sua aplicação só pode ser feita pelo ginecologista, que avaliará se é o contraceptivo mais adequado para você.

 

DIU – Dispositivo intrauterino: existem dois tipos de DIU – o de cobre e o hormonal (também conhecido como SIU). Ambos são introduzidos no útero e impedem a passagem dos espermatozoides para as trompas, a fim de evitar a fecundação do óvulo. A diferença é como eles funcionam: o de cobre  age de forma local, deixando o ambiente uterino “tóxico” porque possui propriedades espermicidas que “matam” os espermatozoides ou diminuem sua movimentação; o segundo tipo libera hormônios no útero que alteram o movimento normal do esperma no útero e dificulta a chegada dos espermatozoides às trompas, além de provocar espessamento do muco do canal cervical. Esses dispositivos alcançam 99,4% e 99,8% de eficiência, respectivamente, são trocados a cada 5 anos e devem ser aplicados e removidos pelo ginecologista.

Pílula do dia seguinte: chamada também de “pílula de emergência”.  Isso quer dizer que ela realmente só deve entrar em cena em um caso de extrema necessidades, quando a garota esqueceu de tomar a pílula ou se a camisinha estourar. Deve-se evitar seu uso, porque ela tem alta concentração de hormônios e, se usada de maneira habitual, pode trazer efeitos colaterais e complicações. Ela deve ser tomada até 72 horas após a relação, tem eficiência de até 75%, sendo que quanto antes se tomar, maior sua eficácia. Ela impede a fecundação, mas não tem efeito se o óvulo já tiver sido fertilizado pelo espermatozoide, ou seja, não tem efeito abortivo.

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